POR MUUUITO MENOS, PAI DE DIXON QUASE FOI CASSADO PELA CÂMARA, mas uma “nova tradição” legislativa “impede” vereadores de investigar...

Da Redação
31/03/2017 13:03:39
POR MUUUITO MENOS, PAI DE DIXON QUASE FOI CASSADO PELA CÂMARA, mas uma “nova tradição” legislativa “impede” vereadores de investigar Prefeitos; O“furacão” KIKO”

Kiko (PRB): "estou largando a liderança de governo, neste momento"!

Boaaaaaaaaaaaa taaaaaaaaaaaaarde, meus amooooooooooooores!!! Em zona de turbulência, desde o primeiro dia, o governo Dixon Carvalho (PP) balançou, mas não tombou, diante das denúncias de supostas infrações político-administrativas, apresentadas na Câmara e rejeitadas pelos vereadores Fábio Valadão (PRTB), Fábia Ramalho (PMN), Zé Coco (PV), Marcelo D2 (PROS), Xandynho Ferrari (PSD), João Pinto Mota (PSDC), Flávio Xavier (PSDC), Manoel Filhos da Fruta (PCdoB), Danilo Barros (PR), Edilsinho Rodrigues (PSDB), Loira (PSDC) e Marquinho Fiorella (PSB). A favor do recebimento das denúncias apenas os vereadores Kiko Meschiati (PRB) e Tiguila Paes (PPS).

Os contratos emergenciais com as empresas Corpus e RC Nutry, segundo o advogado Arthur Freire e o contador Claudinê Moretti Filho, autores das representações contra Dixon (PP), feriram princípios legais e, por isso, deveriam ser investigados, também, pelo Poder Legislativo da City - a maioria dos vereadores entendeu que não. Nas redes sociais não se fala em outra coisa. O resultado da votação rendeu “memes” e a repercussão negativa levou vereador ao Facebook, para explicar o voto. Se colou, aí, já são outros 500.

É importante todo mundo entender que a cassação de um prefeito, na Câmara, não ocorre a partir do momento em que os vereadores aprovam o recebimento de qualquer denúncia contra ele. Assim como na judicial, na esfera política denúncia aceita também vira investigação, com todos os ingredientes legais: coleta de provas, tomadas de depoimentos, diligências e, sobretudo, direito à ampla defesa do denunciado. Depoooooooois de 90 (noventa) dias, é que vem o veredito: inocente ou culpado. Então, é ingenuidade acreditar, irresponsabilidade espalhar, que Dixon (PP) teria sido tirado imediatamente do cargo, caso os vereadores tivessem aprovado as representações de Moretti Junior e Freire.

Pausa para uma curiosidade. Em 1979, o então vereador Benedito Carvalho, pai do prefeito Dixon (PP), enfrentou, POR MUUUUUUUUUUUITO MENOS, uma Comissão Processante na Câmara. Ele foi acusado de não morar na city, o que é proibido pelo artigo 7º, II, do Decreto-Lei 201/67. Na época, Paulínia City tinha 9 (nove) vereadores, dos quais 5 (cinco) votaram a favor do recebimento da denúncia, que quase cassou o mandato do Doutor Benedito. Ele foi salvo pelo próprio denunciante, Alberto dos Santos, que retirou a “queixa” dois meses depois de apresentá-la.

Voltando a 2017. Dos 15 vereadores atuais, 14 votam (o presidente só vota em caso de empate) e desses, 10 VOTARAM MUDOS contra o recebimento das denúncias de supostas irregularidades nos contratos da Corpus e da merenda escolar. Nada contra qualquer vereador “entrar mudo e sair calado” das sessões. No entanto, na minha leitura, em dia de votação de denúncias envolvendo o prefeito que for, todos têm a obrigação de explicar o voto, FAVORÁVEL OU CONTRA, à sociedade. Fica feio, estranho, duvidoso, apertar o “NÃO” e “fazer cara de paisagem”. Tem que encarar a opinião pública e justificar: “Voto assim ou assado, por causa disso ou daquilo”, pronto. Concordando ou não com o voto, as pessoas respeitam mais quem bota a cara e marca posição.

Há quem pense que, votando em silêncio matérias polêmicas o desgaste político é menor. Burrice. É pior. A partir do momento que não se diz o porquê votou, “desse ou daquele jeito”, abre-se margem para especulações de todos os tipos, as pessoas pensam de tudo, e quase sempre no pior. Com a classe política no descrédito em que se encontra hoje, qualquer gesto de transparência é altamente benéfico. Agora, o sujeito tem uma baita estrutura de trabalho à disposição, com microfones e câmeras transmitindo tudo em tempo real pela internet, mas aí, quando a votação é polêmica fica com “medinho” de se expor e se esconde. Oxi! Se não quer se expor, por que entrou para a vida pública? Abandona, então.

Dos 12 que votaram contra o recebimento das denúncias, somente os vereadores Zé Coco (PV) e Fábio Valadão (PRTB) justificaram. “As denúncias são infundadas”, afirmou Coco, assegurando que estava com a consciência tranquila. Já Valadão (PRTB), lembrou a tradição de a Câmara rejeitar processos contra Prefeitos. “Salvo engano, o único projeto (de cassação) protocolado nesta Casa, em 1969, foi aceito pela Câmara”, disse. Depois, antes de votar pela tradição, argumentou que as denúncias também foram enviadas ao Gaeco, Ministério Público, Polícia Federal, entre outros órgãos. “Então isso vai ser amplamente investigado e se, eventualmente, alguma infração, alguém tenha cometido, em algum momento ele vai ser julgado”.

O vereador Kiko Meschiati (PRB) protagonizou um fato inédito na história do Legislativo da City, ao abandonar, em plena sessão, a liderança do governo Dixon (PP). “Quero quebrar o protocolo. Não estou aguentando mais, não estou sendo eu. Estou de saco cheio disso aqui. Não estou sendo o Kiko. Estou largando a liderança do governo, neste momento”, desabafou. Na sequência, ele votou a favor do recebimento das denúncias e criticou a tradição invocada por Valadão (PRTB). ”É por isso que os dois últimos prefeitos têm 300 processos nas costas, cada um”. 

Aliás, Kiko (PRB) estreou na Câmara, dia 1º de janeiro, desabafando contra a falta de apoio do prefeito Dixon (PP) à candidatura dele para Presidente da Câmara. Ele foi o vereador mais votado nas eleições de outubro passado, no entanto, quebrando a tradição, a Câmara elegeu para o cargo o terceiro colocado na disputa, Du Cazellato (PSDB), que mesmo sendo adversário político de Dixon (PP), teve o apoio do novo governo da city, para ser eleito. Kiko (PRB) ficou bem sentido com a rasteira política do grupo que ajudou eleger, mas acabou superando e aceitou o convite para ser o líder do governo, na Câmara, onde sua liderança já estava consolidada.

O vereador Tiguila Paes (PPS) seguiu o voto do ex-líder pepista. “O meu filho estuda em creche pública e o que está se tratando hoje, aqui, é da alimentação do meu filho e dos filhos dos pais paulinenses. Então, declaro aqui o meu voto favorável, acompanhando o meu companheiro Kiko Meschiati”, votou ele.

Muito que bem. A sessão que livrou Dixon (PP) de encarar duas comissões processantes, de uma só vez e com apenas três meses no governo, terá fortes e imprevisíveis desdobramentos políticos. Quem será o substituto de Kiko (PRB)? A base do governo Dixon (PP) será formada pelos vereadores que votaram contra as investigações? PRB (Kiko) e PPS (Tiguila) farão oposição? Será que Dixon (PP) continuará afirmando que não precisa de vereador para governar? Questões que marcarão os próximos capítulos políticos.

Amaaaaaaaaaaaaaados e amaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadas, que NOSSO SENHOR JESUS CRISTO derrame uma chuva de bênçãos sobre todos nós. Um fim de semana maravilhooooooooooso, com muitas alegrias e proteção. Beeeeeeeeeeijos e abraaaaaaaaaaaaaaaaaços!!! Au revoir!

Foto: Câmara Municipal de Paulínia

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