Moura pede "perdão" por ter "descido tão baixo" na guerra que declarou contra o prefeito Júnior Pavan!
Nº 79 - 21/05/10 -Deixem-me falar uma coisa pra vocês: se eu fosse “uma” e não um ouvinte, com certeza, entre o meio-dia e às três da tarde de ontem, teria parido uns oito meninos e abortado, espontaneamente, pelo menos uns cinco (gargalhaaaaaaaaaaaadas). Pela mãe do guardaaaaaaaaaaa! O que foi tudo aquilo que ouvimos? Estou abismado até agora, assim como tenho certeza que muitas e muitas pessoas que conhecem o baiano estão. Babaaaaaaaaaado fortíiiiiiiiiiiiiiiiissimo! Achei tudo tão surreal e deprimente, que quando terminou a entrevista perguntei ao meu amigo e fotógrafo Juninho Vedovello se ela realmente tinha acontecido. E vocês vão entender a minha incredulidade, mais adiante. Porém, antes de tudo, farei nos dois próximos parágrafos duas observações importantíssimas. Vamos lá!

Primeiro: desde o final do ano passado, o vereador Bonavita (PMDB), apontado por Moura na entrevista como um dos mediadores entre ele e o prefeito Pavan (DEM), vem repetindo na Câmara, na Prefeitura, nos bastidores, em casa, na igreja, no shopping, na farmácia, no supermercado, no sex shop, na sauna, em cima do caminhão, dentro da Kombi, no fusca, na Brasília, em cima do cavalo de “João Dantas” o seguinte: “isso ainda vai dá problema”. Traduzindo, ele disse educadamente que “vai dá em MERDA”. Os ventiladores ligados ontem que o digam.

Segundo: não tenho conhecimento e nenhum elemento para questionar as acusações e ofensas PESSOAIS de Moura contra o prefeito Pavan (DEM) (se tivesse, vocês me conhecem, rasgaria o verbo mesmo). Já sobre as questões político-administrativas abordadas por Moura, pontuei apenas um assunto: a então desconhecida Lei 2656/2003, que beneficiaria famílias de baixa renda com UM SALÁRIO MÍNIMO mensal (leia sobre isso mais adiante). O resto (“essa obra eu fiz, ele vai apenas entregar”, “eu fiz mais que ele”, “ele poderia ter feito isso ou aquilo”) é lixo político, AINDA MAIS NUMA GUERRA POLÍTICA como essa, declarada pelo baiano. Mas, uma piaba não pode querer se meter em duelo de tubarões. Agora, uma piaba (eu) pode e tem a liberdade de expressão sobre A CONDUTA SURPREENDENTE DE UM TUBARÃO (Moura). E nesse caso, além de jornalista com 17 anos de estrada, fui um dos 116 candidatos a vereador de Moura e Pavan.

FOI RIDÍCULO! O próprio Moura reconheceu assim a entrevista que concedeu à sua própria rádio. Para mim foi muito mais que isso: FOI CHOCANTE. A partir do momento que um político do naipe dele, que sempre orientou o seu grupo político a não atacar, revidar, caluniar, achincalhar, humilhar, acusar e difamar qualquer adversário, fazer o que ele fez publicamente é PERFEITAMENTE DISCUTÍVEL. O que o levou a mudar radicalmente de postura política? A suposta sensação de ter sido traído politicamente, outra vez? Dá licença! O “Seu Dude”, que era (ou ainda é, não sei) do partido dele, o PMDB, chutou o pau da barraca no dia da posse (01/01/97) e nem por isso Moura foi à imprensa detoná-lo. Ficou a maior parte do tempo quietinho, até a sua volta em 2000.

Moura disse na entrevista o seguinte: “sofri e fiquei muito decepcionado quando fui ao IBOPE pegar a pesquisa e vi que só ganharia as eleições com essa dupla (PAVAN E SIMONE)”. O ex-prefeito afirmou também que não queria indicar Pavan (DEM), mas como ”a voz do povo é a voz de Deus” decidiu segui-la, mesmo sabendo que o povo estava errado na escolha. Ai, não me aperta o tubo. Agora, a CULPA É DO POVO? Dá licença! Até parece. Estava eu em Brasília, na época da campanha, quando escutei uma conversa do baiano via nextel e a história não era bem essa. E nem adianta, pois só vou contar o que ouvi no “Deixem-me Falar – O Livro”.

Moura acusou Pavan de “caloteiro”. O ex-prefeito quer receber o dinheirinho que disse ter gasto para financiar a campanha de 2008 (fala-se em torno de R$ 20 milhões). Que coisa horrorosa (não é do perfil do baiano fazer isso). Se a dívida realmente existe, deve existir também uma promissória, um cheque, um contrato ou qualquer outro documento que comprove isso. A lei brasileira é clara: dever não é crime, a menos que haja má-fé por parte do devedor, como por exemplo, emitir um cheque sem fundos. Mas quando o inadimplente (devedor) atrasa o pagamento não pode ser constrangido nem exposto publicamente. Portanto, legal e elegantemente falando, os microfones de sua rádio não eram, certamente, o caminho adequado para Moura cobrar a suposta dívida. A Justiça existe para isso. Será que ele acionou?

Falando em dívida, o querido baiano disse que em 2003 sancionou a Lei nº 2656 do “Auxílio Social”, que garantia 1 salário mínimo por mês às famílias carentes da city, com renda de até dois salários mínimos. Realmente, ele sancionou a lei em 12 de dezembro daquele ano. Porém, o detalhe é o seguinte: Moura deixou a Prefeitura cinco anos depois, sem cumprir a própria lei. Ou seja, ninguém carente recebeu um centavo dos milhões que foram empenhados. Não é uma loucura um Prefeito criar uma lei, ele próprio não cumprir e cinco anos depois querer cobrar de seu sucessor?

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